quinta-feira, setembro 26, 2013

Crônicas por Débora Costa


Oi todo mundo! Eu sou a Débora, e a pedido da Gi eu vou começar a publicar algumas crônicas minhas aqui no blog. Mas, antes que eu comece a chorar as minhas pitangas vou contar um pouquinho de mim pra quem não me conhece, conhecer.
Bom, eu sou uma geminiana de vinte e um anos de idade e 1,62 de altura. Estudo Comunicação Social e moro no interior do Rio de Janeiro, numa pequena cidade chamada Barra Mansa que ninguém conhece.
Sempre gostei de escrever. Também sempre gostei de ler. E sempre gostei de musica. Meus autores favoritos são Jane Austen (vocês vão ver muito dela no meu texto) e John Green (autor de A Culpa é das Estrelas).
Oficialmente eu escrevo sobre romances que deram certo, mas também sobre aqueles que não deram certo. Me inspiro muito nas histórias das minhas amigas, mais do que na minha própria, só não sei explicar porque. Talvez tenha sido a maneira que eu encontrei de dar um bom conselho, ou dizer que eu entendo.
Acredito que musica seja a inspiração de muitos escritores, assim como eu. Gosto de discografias completas, e dentre elas vão aparecer Elvis, Beatles, Kath Bloom, Wilco, Foo Fighters, Oasis, Daughtry, Dave Matthews, e por ai vai. Eu não tenho um gosto especifico, o que eu escuto varia de acordo com o meu humor, então não dá pra definir muito bem o meu “gosto musical”.
Possuo um certo traço de melancolia, misturado com um pouco de realismo. Eu não vou dizer que não acredito em amor, mas também não vou dizer que acredito.
Bem, vou parar de enrolar.
Essa minha crônica de estreia, foi a primeira que eu publiquei no jornal aqui da minha cidade.


PÃO FRANCÊS COM MANTEIGA E MEL
Por Débora Costa

POR SORTE, eu não encontro muito com você por aí. Se encontrasse, eu iria viver naquele clichê de mãos trêmulas e falta de ar, como naquela vez em que nos encontramos acidentalmente na padaria da esquina.
É estúpido, mas eu ainda lembro de você quando escuto qualquer música do SecondHand Serenade. E isso não é bom, só pra constar. Sempre que eu escuto aquela introdução de Vulnerable, eu troco de musica rapidamente e quando percebo, já pulei toda a playlist da banda que costumava ser a minha favorita. Então, obrigada. E sim, isso foi sarcástico.
Lembra da primeira vez que dormirmos juntos? Foi a coisa mais assustadora que me aconteceu. Você me abraçou forte e ficou me olhando com aqueles grandes olhos azuis, como seu eu fosse a princesa do seu conto de fadas. Era um tanto estranho, mas até que eu gostei. Ouvimos Fix You, do ColdPlay antes de dormir e você sussurrou alguns trechos da musica pra mim. Eu sempre gostei do timbre da sua voz. E você sempre soube disso.
Aliás, existe alguma coisa sobre mim que você não soube? Porque você sempre teve esse poder de arrancar meus segredos. Você sabia do meu fraco por barbas e aquela barriguinha do chop nos homens. Conhecia minha mania de cantar qualquer música dos Beatles no choveiro e até mesmo a, tão criticada, mania de comer pão de francês com manteiga e mel.
Nunca comentei, mas seu café sempre foi horrível. Era algo como água com um leve toque de café. Como aquilo ainda não te causou sérios problemas estomacais? Ah, e o dia em que você tentou cozinhar arroz? Foi realmente divertido, mas a minha maior prova de amor foi comer aquilo sorrindo.
Foi platônico, não foi? Eu juro pra mim todos os dias que foi.
Eu nem me lembro direito da noite em que você foi embora. Estava chovendo, disso eu me lembro. E algumas horas antes, você estava porcamente arrotando na frente da minha geladeira procurando por uma cerveja. Não foi a melhor cena da minha vida. E de repente me veio com aquele papo poético de músico ainda não conhecido de que precisava expandir os horizontes. Conhecer algumas pessoas, mudar a rotina.
A verdade é que você queria foder algumas putas por ai e essa foi a desculpa mais educada que conseguiu encontrar. Podia ter simplesmente me dito, mas não, foi mais fácil fazer um telefone sem fio até o recado chegar em mim.  Porque você sabia que eu ficaria sabendo, afinal, você teve a conversa que deveria ter comigo, com a minha melhor amiga.
Patético. Não é como se eu fosse gritar com você. Éramos amigos coloridos, não tínhamos nenhum compromisso certo. E apesar da baixa estatura e do jeito bobo de ser, eu sou madura o suficiente para entender que você quer propagar seu esperma pelo mais vasto território possível.
Eu queria ter te dito isso na padaria. Naquele momento em que você olhou pra mim e apenas deu um sorrisinho de lado, logo depois de abraçar a morena do seu lado e beijá-la na testa como fazia comigo. Será que vocês ouvem SecondHand Serenade juntos? Ela tem cara de quem gosta do Luan Santana, só observando.
De qualquer forma, eu senti. Aquele clichê das mãos trêmulas e o buraco no estômago. Eu senti sua falta. Falta daquela voz rouca me dizendo o quão maluquinha eu era por fazer da camisa do seu time minha camisola, ao som de Fix You do ColdPlay como plano de fundo.

2 comentários :

  1. Oiii, parabéns pelo texto. E pasme: eu AMO pão com manteiga e mel. HAHAHAHAHAHA Adorei a forma simples de escrita e narração do cotidiano.

    ;*

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  2. Adorei o texto da Debi, e quando tocou na musica Fix You do Coldplay não teve outra maneira de me deixar mais feliz. Amo a banda, ah e parabéns pelo blog, ganhou uma otima escritora. bjbj

    gringaalocal.blogspot.com.br

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