domingo, janeiro 17, 2016

Representatividade = Movimento crespos e cacheados


Imagem originalmente publicada no blog Festival Marginal
     Desde muito cedo crianças aprendem a seguir aos padrões que a sociedade impõe mas isso não é culpa delas nem de suas mães ou avós, isso acontece pelo fato de cada uma delas sofrerem a influência dos meios midiáticos e também de pessoas que por motivos diversos criaram um estereótipo da mulher:''Mulheres bonitas precisam ter cabelo liso e serem brancas'' e nós por algum tempo acabamos acatando isso por diferentes motivos, um deles é a necessidade de ser aceita em lugares nos quais frequentamos, porém nos dias atuais a mulher passou a lutar para ser aceita como ela realmente é, sem precisar ser escrava da chapinha,do secador e de alisamentos variados existentes no mercado. 
    Entretanto, depois de muito tempo de lutas (internas e externas) em busca da aceitação a mulher começou a buscar e encontrar alternativas para assumir suas raízes, e acompanhada da auto-aceitação veio também a confiança de mostrar ao mundo do que somos capazes: podemos ser o que quisermos! Mas a questão não é só essa, o cabelo crespo ou o cabelo cacheado é também uma ferramenta política pois, ainda no século XXI nos deparamos com a terrível falta de cosméticos voltados para o nosso tipo de cabelo e ainda somos ''barradas'' em entrevistas de emprego com a justificativa de que não nos enquadramos no padrão da empresa.O seu cabelo é bonito, seja ele 1a ou 4c. Logo,é preciso entender que o cabelo cacheado ou o cabelo crespo não é modinha, nós apenas aprendemos a valorizar o que é nosso, não é porquê aquela atriz tem o cabelo cacheado ou crespo que resolvemos assumir o nosso cabelo, nascemos assim e apenas aprendemos a gostar e a cuidar do nosso cabelo. 
     De alguns anos pra cá surgiram muitos movimentos a favor da aceitação, mostrando  que a mesma vem de dentro para fora, e não são só um convite a liberdade da chapinha e alisamentos,são ainda um convite contra o racismo e a discriminação. ''A mulher alisar o cabelo tem haver com a negação da identidade negra, é um embranquecimento para que ela possa conseguir um trabalho;bom mesmo é assumir o natural'', disse Ananda Cury ao jornal Bom Dia Brasil.E, entre outras várias ferramentas que nos ajudam na hora de cuidar dos nossos cachos, blogueiras como Rayza Nicácio e Ana Lídia Lopes facilitam muito na hora de escolher algum produto ou até mesmo na hora de aprender uma técnica nova. 
      Portanto, mesmo com a aceitação,cuidados e toda a nossa luta, encontramos também a ditadura do cacheado e do crespo, não adianta deixar de lado as químicas e a chapinha e buscar pelo cacheado/crespo perfeito,ou seja, sem frizz,definido e com volume controlado. Nosso cabelo é um pacote com tudo isso incluso, não é sempre que vamos acordar e o cabelo vai estar definido,com pouco volume e macio;é preciso cuidado, não adianta você querer tudo isso se não corta,hidrata e tenta deixar seu cabelo saudável. O grande impasse de todas as cacheadas e crespas é o medo do que os outros irão pensar, ás vezes o volume e a falta de definição também são bonitos. Não  hierarquize um tipo de textura capilar e seja feliz com você mesmo. 

* Dica de documentário: Good Hair



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